quinta-feira, 21 de maio de 2009
1ª Gincana de Terapia Ocupacional do Unianchieta
sábado, 16 de maio de 2009
Heliana Contadora de Histórias
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terça-feira, 12 de maio de 2009
Site com informações sobre esquizofrenia
Você pode fazer o download gratuito da série livros Conversando sobre a Esquizofrenia.
Pode encontrar relatos como o que trago abaixo:
Todo Problema Tem Sua Solução
W.B.S.
Antes dos meus 16 anos levava uma vida normal, de repente percebi algo estranho comigo, pois estava eu em um momento de tristeza profunda assistindo TV, quando tive a impressão da televisão estar conversando comigo e dizendo que eu estava sendo filmado.
No começo achava que eu estava ficando louco, pois como a TV podia conversar comigo. Depois disse aos meus pais o que estava acontecendo, eles como eu acharam estranho. Quando depois meus pais se informaram, e descobriram que eu estava com uma doença mental chamada de esquizofrenia.
Então depois ao saber o nome da minha doença que era esquizofrenia eu procurei me informar, sobre a doença. Pois procurando na Internet sobre a doença descobri que estava com delírios e alucinações.
Então minha mãe resolveu me levar ao psiquiatra, e descobri que eu podia parar de escutar vozes e parar com os demais surtos psicóticos com os remédios (antipsicóticos).
O pior para mim não foram as alucinações e nem os delírios e sim o estigma, pois os amigos me deixaram de lado assim me sentindo rejeitado comecei a me isolar, e toda as pessoas me chamando de louco.
Assim quando eu estava em surto fechei a matricula da faculdade que entrei, pois não tinha condições de continuar a faculdade. Eu estava apavorado e inseguro, pois achava que não tinha condições de trabalhar e pensava que ia virar mendigo.
Quando sem saber, o que tinha que fazer resolvi escrever um livro sobre a minha doença (a esquizofrenia), lá tentei contar todos os sintomas da doença, o nome do livro era “Reflexões de Giovani”. E na escrita do livro me ajudou a ver melhor o que acontecia comigo que estava em meu e inconsciente que coloquei em meu livro.
Mas também percebi que não estava sozinho pois, a minha mãe e meu pai estavam ao meu lado assim me levando no psiquiatra, pois não tinha condições de ir sozinho por causa do surto.
Eu também por causa da doença me sentia limitado. Quando passou no cinema o filme “UMA MENTE BRILHANTE”. Que mostrava um grande matemático esquizofrênico que recebeu o premio “NOBEL”. Depois de assistir este filme percebi que a doença não limitava a inteligência.
E cheguei a conclusão que não era louco era apenas os sintomas da doença. Lembro quando estava no corredor esperando meu psiquiatra me chamar, vi no mural um cartas anunciando sobre a palestra sobre esquizofrenia. Lá na palestra entendi melhor o que estava acontecendo comigo.
Mas mesmo assim eu enfrentava algumas dificuldades, minha mãe achou melhor me por em uma psicóloga. O nome dela era Silvana, ela a Silvana me fez ficar mais seguro, e me ajudou a resolver meus problemas.
Eu preocupado em me virar sozinho por causa da doença resolvi ir sozinho aos meus compromissos (psicóloga e ao psiquiatra). E então percebi que eu era capaz. Mas estava preocupado em arrumar trabalho por causa da doença e cheguei a conclusão que não podia trabalhar, pois estava em crise, assim como não consegui acabar a faculdade. Então resolvi ser escritor, pois ser escritor não precisava ter um horário fixo a cumprir no trabalho, era só ter no mínimo caderno e um lápis e assim inspirado escrever e escrever.
E depois fiquei sabendo de um grupo de apoio com a TO chamada Fernanda. Lá tinha pessoas como eu (portadores de esquizofrenia), neste grupo senti apoio de todos tanto da TO quanto dos portadores, pois estava interessado em resolver meus problemas.
Hoje depois de tanto trocar de remédio acabei me acertando com Leponex, levo uma vida normal ainda escuto algumas vozes mas diminuiu a intensidade, depois escrevendo livros percebi que toda a dificuldade tem sua solução,e que todas elas temos que superar por mais difícil que seja.
sábado, 9 de maio de 2009
O estágio de terapia ocupacional no CAPS-Várzea Paulista
Estamos há 2 meses e pouco com 6 estagiários de terapia ocupacional no CAPS Várzea Paulista.
Hoje vamos postar um vídeo da inauguração do nosso laboratório de atividades e terapia ocupacional que é realizado em parceria com a UNIANCHIETA, o CAPS Várzea e a secretária de cultura de Várzea paulista.
Nesta inaguração tivemos a presença do grande artista Eufra Modesto que cantou músicas de Gonzagão e Renato Teixeira e nos presenteou com um causo.
sábado, 25 de abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
Publicação polêmica do poeta Ferreira Gullar
Uma lei errada
Campanha contra a internação de doentes mentais é uma forma de demagogia
ACAMPANHA contra a internação de doentes mentais foi inspirada por um médico italiano de Bolonha. Lá resultou num desastre e, mesmo assim, insistiu-se em repeti-la aqui e o resultado foi exatamente o mesmo.Isso começou por causa do uso intensivo de drogas a partir dos anos 70. Veio no bojo de uma rebelião contra a ordem social, que era definida como sinônimo de cerceamento da liberdade individual, repressão “burguesa” para defender os valores do capitalismo.
A classe média, em geral, sempre aberta a ideias “avançadas” ou “libertárias”, quase nunca se detém para examinar as questões, pesar os argumentos, confrontá-los com a realidade. Não, adere sem refletir.
Havia, naquela época, um deputado petista que aderiu à proposta, passou a defendê-la e apresentou um projeto de lei no Congresso. Certa vez, declarou a um jornal que “as famílias dos doentes mentais os internavam para se livrarem deles”. E eu, que lidava com o problema de dois filhos nesse estado, disse a mim mesmo: “Esse sujeito é um cretino. Não sabe o que é conviver com pessoas esquizofrênicas, que muitas vezes ameaçam se matar ou matar alguém. Não imagina o quanto dói a um pai ter que internar um filho, para salvá-lo e salvar a família. Esse idiota tem a audácia de fingir que ama mais a meus filhos do que eu”.
Esse tipo de campanha é uma forma de demagogia, como outra qualquer: funda-se em dados falsos ou falsificados e muitas vezes no desconhecimento do problema que dizem tentar resolver. No caso das internações, lançavam mão da palavra “manicômio”, já então fora de uso e que por si só carrega conotações negativas, numa época em que aquele tipo hospital não existia mais. Digo isso porque estive em muitos hospitais psiquiátricos, públicos e particulares, mas em nenhum deles havia cárceres ou “solitárias” para segregar o “doente furioso”. Mas, para o êxito da campanha, era necessário levar a opinião pública a crer que a internação equivalia a jogar o doente num inferno.
Até descobrirem os remédios psiquiátricos, que controlam a ansiedade e evitam o delírio, médicos e enfermeiros, de fato, não sabiam como lidar com um doente mental em surto, fora de controle. Por isso o metiam em camisas de força ou o punham numa cela com grades até que se acalmasse. Outro procedimento era o choque elétrico, que surtia o efeito imediato de interromper o surto esquizofrênico, mas com consequências imprevisíveis para sua integridade mental. Com o tempo, porém, descobriu-se um modo de limitar a intensidade do choque elétrico e apenas usá-lo em casos extremos. Já os remédios neuroléticos não apresentam qualquer inconveniente e, aplicados na dosagem certa, possibilitam ao doente manter-se em estado normal. Graças a essa medicação, as clínicas psiquiátricas perderam o caráter carcerário para se tornarem semelhantes a clínicas de repouso. A maioria das clínicas psiquiátricas particulares de hoje tem salas de jogos, de cinema, teatro, piscina e campo de esportes. Já os hospitais públicos, até bem pouco, se não dispunham do mesmo conforto, também ofereciam ao internado divertimento e lazer, além de ateliês para pintar, desenhar ou ocupar-se com trabalhos manuais.
Com os remédios à base de amplictil, como Haldol, o paciente não necessita de internações prolongadas. Em geral, a internação se torna necessária porque, em casa, por diversos motivos, o doente às vezes se nega a medicar-se, entra em surto e se torna uma ameaça ou um tormento para a família. Levado para a clínica e medicado, vai aos poucos recuperando o equilíbrio até estar em condições que lhe permitem voltar para o convívio familiar. No caso das famílias mais pobres, isso não é tão simples, já que saem todos para trabalhar e o doente fica sozinho em casa. Em alguns casos, deixa de tomar o remédio e volta ao estado delirante. Não há alternativa senão interná-lo.
Pois bem, aquela campanha, que visava salvar os doentes de “repressão burguesa”, resultou numa lei que praticamente acabou com os hospitais psiquiátricos, mantidos pelo governo. Em seu lugar, instituiu-se o tratamento ambulatorial (hospital-dia), que só resulta para os casos menos graves, enquanto os mais graves, que necessitam de internação, não têm quem os atenda. As famílias de posses continuam a por seus doentes em clínicas particulares, enquanto as pobres não têm onde interná-los. Os doentes terminam nas ruas como mendigos, dormindo sob viadutos.
É hora de revogar essa lei idiota que provocou tamanho desastre.