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domingo, 1 de março de 2009

O choro de uma mãe...

Ontem fui com minha esposa Francine e meus dois filhos no Sesc - Campinas num evento que visava estimular as diversas inteligências das crianças. Lá meus filhos brincaram no Giromaster, um simulador de gravidade zero; skate, videogame interativo e outras atividades estimuladoras. Lá encontramos uma mãe de um menino que fazia seu oitavo aniversário ontem. Começamos a conversar e ela contou a história de seu filho que aprendeu a ler sozinho aos 2 anos de idade e aos 4 anos teve uma crise em que ficou deprimido e agressivo porque queria aprender mais. nesse momento ela desaba em um choro de uma pessoa que precisou ser uma verdadeira leoa para salvar seu filho de um sistema educacional inapto para os superdotados intelectualmente. Ela conta que ela sofreu descriminação de outros pais e de diretores de escola que não entendiam que seu filho precisava de uma atenção especial. Só conseguiu vaga em uma escola particular de sua cidade que ela e seu marido que é vigia na Unicamp pagam a duras penas. Conta que seu filho hoje estuda na quarta série com crianças de dez anos e tem muita facilidade com o conteúdo escolar. Conta que mora em um bairro de periferia, onde o tráfico de drogas está muito presente e que meninos já ligados ao tráfico tem ciúmes e perseguem seu filho. Quando ela descobriu que minha esposa é psicóloga especializada em educação e mãe de crianças que apresentam habilidades acima da média, a mãe do menino superdotado se abriu ainda mais e as duas ficaram conversando sobre o quão difícil é ser mãe de crianças com inteligência e habilidades acima da média em nosso país. Parece que só estamos preparados para aproveitar a inteligência futebolística de nossos meninos que são exportados para todo o mundo e. Todas as outras habilidades são diluídas em uma educação que despreza o principal capital que transforma um país, o intelectual. Será que um dia acordaremos e não conderemos mais nossas crianças superdotadas ao sofrimento e ao preconceito?