domingo, 2 de dezembro de 2012
Arte e ciência
Podemos pensar que a cultura é uma invenção humana. Ao lermos antropólogos, arqueólogos, filósofos, biólogos temos as mais diferentes respostas a esta pergunta. A música, o teatro, os ornamentos, a pintura, os rituais. promoveram uma transformação no homem e no mundo mais rápida que a que teríamos simplesmente pela seleção natural que parecia o destino de todas as espécies.
A cultura tornou-se um espelho que refletia o outro e o conjunto da sociedade na organização do indivídiu da espécie.
A ciência como conhecemos é muito jovem e só agora pelos idos dos anos 2000 está conseguindo lançar os alicerces para compreender a cultura, berço que a gerou. Sem a união de arte e ciência no mesmo patamar, movidas por mentes criativas, não vamos conseguir continuar a evolução do ser humano que parte da natureza e precisa usar conhecimento, tecnologia, razão e emoção de forma a poder continuar sua viagem ...
A cultura do homem agora pode se expressar de forma transdiciplinares, objetos, ideias, ciência e arte; mas somente sem divisões entre razão e a sensibilidade, arte e ciência poderemos esperar criações mais humanas e menos descartáveis...
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Carta imaginária IV
Prezada Nise da Silveira,
Resolvi escrever mais uma carta, esta para lhe contar sobre uma decisão intepestiva que tive hoje, depois de pensar em temas de complexidade, duração e ética. Lembrei do jovem Spinoza, lutando com a incompreensão de sua comunidade judaica, da vivida Nise da Silveira que não aceitou apertar o botão do positivismo.
Vi um anúncio de uma experiência com jovens seres humanos que poderão ter a oportunidade de serem internados para a ciência descobrir o que acontece quando o jovem experimenta sua primeira experiência de um estado mais profundo do ser. Doutora Nise, conto agora detalhes desse anúncio que foi feito para aparecer em telas que conectam pessoas e tem o nome de livro de faces. As pessoas replicam a informação instanteneamente tocadas pela imagem do quadro O Grito. O jovem que experenciou realidades inumeráveis, agora será encarcerado para ser examinado por máquinas e sensores dos mais diversos, ter seu código genético extraído e realizar todos os sonhos do obscuro José Menguele. Enquanto estou escrevendo-lhe essa missiva, centenas de pessoas estão compartilhando o grito em suas telas em que a palavra perdeu o seu valor, as pessoas enviaram para as profundezas da psique sua capacidade de ler e interpretar o significado e relacionam-se diretamente com formas e cores, mesmo se a relação entre palavras e imagem for paradoxal.
Um detalhe, hoje existem cartórios que carimbam selos de ética em pesquisa científica com seres humanos e um desses cartórios conferiu a esta pesquisa que vos descrevo o carimbo de Ética, não por acaso, o mesmo título do livro de Benedito Spinoza. Talvez o ser humano esteja em um tempo de uma confusão que obscurece seu julgamento do bem e do mal, escutei hoje um filósofo dizendo que vivemos uma fratura no Ethos... Lembrei imediatamente de Fênix, quando a sociedade atinge as cinzas, algo surge e toma forma, vamos esperar que a sociedade contemporânea reaja de sua fratura que fissura nossos dias.
Agora compartilho minha súbita decisão... Não vou participar desta ciência que usa seres humanos como objetos inanimados... Existem outras formas de compreender o ser humano. Podemos olhar para outras ferramentas da ciência e arte e transgredir a obtusidade que se impõe ...
Em algum lugar nos ares entre Brasília e Rio de Janeiro.
Jose Otavio
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
segunda-feira, 9 de maio de 2011
O lugar da arte na terapia de Nise
Tese mostra importância do trabalho inovador desenvolvido pela psiquiatra
Nise da Silveira repetiu diversas vezes que “ninguém perguntava para ela sobre os doentes mentais, sobre onde eles moravam, como era a vida deles”. Segundo o terapeuta ocupacional José Otávio Pompeu e Silva, a psiquiatra brasileira falava que o mais importante era dar oportunidades melhores para estes doentes. “Ela falava que eles moravam em tristes lugares e que isto precisava ser mudado”, complementa Pompeu e Silva, que dedica seu doutorado, defendido no Instituto de Artes (IA) da Unicamp, à presença forte da arte na técnica de terapia ocupacional deixada por Nise da Silveira. A ideia da tese é mostrar que, a partir da convergência de vários autores, ela construiu uma teoria complexa a partir da qual amplificou o potencial criador dos doentes mentais que receberam seus cuidados. “A arte é central na vida e na obra de Nise”, ressalta Silva, que foi orientado pela professora Lucia Reily, do Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação “Dr.Gabriel Porto (Cepre) e do Instituto de Artes da Unicamp.
Ao seguir os passos de Nise, tanto na vida pessoal quanto na contribuição literária, a tese coloca no mesmo patamar arte e medicina, pintura e psicanálise. O método de Nise da Silveira, segundo o terapeuta, une vários pensadores e práticas numa construção complexa, como chamam os estudiosos atuais. Complexa no sentido de sua etimologia latina: “aquilo que é tecido em conjunto”. Nise estudou muitas fontes em suas pesquisas e teve o privilégio de conhecer Jung, que, durante um encontro em sua casa na Suíça, convenceu-a a estudar mitologia. Mas ela também teve outros mestres importantes como Freud e o filósofo Spinoza, segundo Pompeu e Silva. “Defendo a tese que Nise da Silveira não se filiou a nenhuma escola de terapia ocupacional, mas desenvolveu seu próprio meio de prática e teoria, com um estudo das mais variadas escolas e pensadores que ela julgou pertinentes para o desenvolvimento de uma terapia ocupacional de excelência”, acrescenta.
Oriunda de uma família alagoana, Nise viveu a maior parte de sua vida no Rio de Janeiro, onde introduziu atividades expressivas e estudou a expressão plástica de doentes mentais internados em um grande hospital psiquiátrico no subúrbio da cidade. De acordo com Pompeu e Silva, ela estudou a leitura de imagens do inconsciente e, com esta prática, descobriu um novo meio de comunicação com o mundo interno do doente mental. Para ele, um detalhe muito importante na história de Nise é seu aprofundamento no estudo da vida dos clientes que ela cuidou e estudou durante a vida. Uma das atitudes nobres da psiquiatra, na sua opinião, foi trazer os doentes esquecidos do Engenho de Dentro para a literatura, para as exposições de arte e para os olhos do mundo.
A prática de Nise é muito importante, na opinião do terapeuta, no sentido de amenizar o tratamento na área de saúde mental. A vivência de dez anos nesta área o credencia a falar sobre a construção complexa de Nise e abordá-la com seus alunos de terapia ocupacional na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Na sua opinião, apesar da reforma da psiquiatria na primeira década do século 21, os doentes mentais ainda em alguns lugares são tratados com grandes doses de psicotrópicos. “Mesmo com a reforma, técnicas como a de Nise da Silveira, que possibilitam a estas pessoas se expressarem e mostrarem seus sentimentos e subjetividade, ainda são colocadas como secundárias no tratamento oferecido na saúde mental brasileira”, reflete Silva.
Sempre adversa a tratamentos considerados agressivos, Nise revolucionou os métodos de atendimento ao portador de transtornos mentais no Brasil, principalmente no que diz respeito à esquizofrenia, cujos pacientes são muitas vezes de difícil acesso pela linguagem verbal.
O contato com a prática da mestra foi possível, segundo ele, porque ela teve o cuidado de passar sua técnica para muitos seguidores. Na observação de Pompeu e Silva, muitos jovens psicólogos, terapeutas, artistas, monitores de terapêutica ocupacional aprenderam nos grupos de estudo e no Museu de Imagens do Inconsciente a maneira como Nise cuidava dos seus clientes e suas metodologias de estudo.
Segundo o professor, Nise escreveu artigos, revistas e livros. Os mais expressivos foram produzidos depois dos 70 anos e mostram que a criação no envelhecimento é um caminho possível e importante. “Ela preocupou-se em deixar muitas pistas sobre sua metodologia e seu jeito de cuidar dos doentes mentais”, acrescenta.
Ao pesquisar a trajetória da autora, retomando sua biografia até os 40 anos de idade, Silva mostra que a vida e o trabalho se complementavam. O autor da tese explica que a teoria da técnica de uma terapia é criada e recriada constantemente. No caso de Nise, apesar de vários textos publicados, a forma de fazer terapia não foi totalmente codificada e explicada por ela, então, com sua morte, cabe aos seguidores recriar uma forma de terapia que possa ser usada em conjunto por terapeutas, artistas e interessados em propiciar uma melhor qualidade de vida para pessoas que sofrem de dor psíquica.
No Brasil, segundo o pesquisador, há um extenso material que pode ajudar nessa busca. Mesmo não tendo acesso a todo o acervo da psiquiatra, ele descobriu livros e outros documentos em muitos lugares do Brasil, entre eles o Fundo Octavio Brandão, onde encontrou fotos, imagens, cartas que ligavam Nise da Silveira ao partido comunista e a trajetória de Laura Brandão e da família de Otávio Brandão. “Nise foi uma das quatro pessoas presentes no porto do Rio de Janeiro quando a família Brandão foi deportada do Brasil no início da era Vargas”, relembra.
No Fundo Leon Hirszman, Silva descobriu um material de um documentário inacabado e inédito sobre Nise da Silveira. O principal ambiente de pesquisa onde se pode encontrar muitos documentos sobre Nise é o Museu de Imagens do Inconsciente.
Para Nise, a esquizofrenia nada mais era que “estados de ser”, desencadeados por situações extremas. A inclusão, transformação e cura por meio da arte era a base para o tratamento de doenças mentais. A iniciativa de unir humanização e arteterapia foi elogiada pelo mestre Jung. Ingressou no curso de medicina aos 16 anos, num momento em que as profissões não eram tão acessíveis às mulheres, e formou-se aos 21 anos especializada em psiquiatria, já contestando os tratamentos tradicionais.
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Publicação
Tese de doutorado: “A Arte na Terapia Ocupacional de Nise da Silveira”
Autor: José Otávio Pompeu e Silva
Orientadora: Lucia Reily
Unidade: Instituto de Artes (IA)
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fonte: Jornal da Unicamp
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
1o Simpósio ReAbilitArte: Reabilitação neurolocomotora da bancada ao leito
Simpósio ReAbilitArte:
Reabilitação neurolocomotora da bancada ao leito
Rio de Janeiro: 25 e 26 de novembro de 2010
Novo auditório da COPPETEC, UFRJ, Ilha do Fundão
O evento, apoiado pelo Instituto de Ciências Biomédicas (ICB/UFRJ), Pós-graduação em Ciências Morfológicas (PCM), Programa de Pesquisa em Neurociência Básico-Clínica (PNBC), e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), acontecerá no novo e acessível auditório da COPPETEC, no campus universitário da Ilha do Fundão.
O público alvo são estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, profissionais e docentes das áreas de ciências biológicas, biofísica, biomedicina, bioquímica, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, enfermagem, psicologia, medicina, sociologia, saúde pública e afins.
O objetivo do simpósio é providenciar aos participantes uma oportunidade única de conhecer os novos conceitos em biociências translacionais, arte-terapia, neuroimagem, tecnologia assistiva, políticas públicas de sáude, educação, e discutir as aplicações práticas destes conhecimentos na reabilitação dos pacientes.
Tendo em vista a relevância e abrangência desta área pluridisciplinar, convidamos 20 conferencistas: cientistas, agentes de saúde e representantes da sociedade que trabalham pela reabilitação e diretos dos deficientes físicos
Contamos com sua presença !
Comissão organizadora
Bruno Rosa (FT, UNIFESP-Cochrane).
Cristina Zamarioli (MBA Executivo em Saúde-FGV).
Diogo Lana (FT, UFRJ).
Glaucia Löw Lopes (FT, UFRJ).
Jean-Christophe Houzel (PhD, ICB-UFRJ).
José Otavio Pompeu da Silva (TO, MSc. Fac. Medicina, UFRJ).
Luis Eduardo Nobre (FT, Hemorio, RJ).
Luisa Ketzer (IBqM, UFRJ).
Monique Carvalhaes (FT, UFRJ).
Paulo Louzada, (MD, PhD, ICB-UFRJ).
Pedro Guilhon (FT, UFRJ).
Renato de Paulo (IPhD, ICB-UFRJ).
Thais Ribeiro (FT, UFRJ).
Conselho científico
Ana Maria Blanco Martinez, PhD. (Coord. Prog.de Pesquisa em Neurociência Básico-Clínica,ICB-UFRJ)
Roberto Lent, MD, PhD. (Lab. de Neuroplasticidade, Prof. Titular, Diretor do ICB-UFRJ)
Silvana Allodi, PhD. (Coord. Programa de Biologia Celular e Desenvolvimento ICB-UFRJ)
Stevens Kastrup Rehen, PhD. (Lab. Nacional de Células-tronco, Diretor de Pesquisa do ICB, UFRJ).
Vivaldo Moura-Neto, MD, PhD. (Lab. de Morfogénese Celular, Prof. Titular, Coord. Progr. de PósGraduação em Ciências Morfológicas, ICB-UFRJ)
Programação preliminar (clique aqui)
Inscrições (clique aqui, vagas limitadas)
Apresentação de painéis. Encorajamos a apresentação de trabalhos (exposição de painéis - formato livre). Após ter realizado sua inscrição on-line, envie seu resumo (máximo de 300 palavras) em anexo para simposio@reabilitarte.org até o DIA 29 DE NOVEMBRO DE 2010.
Você receberá confirmação pela comissão avaliadora.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
UEPA - a terapia ocupacional bem representada na região amazônica

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Blog ativo novamente

Deixei o blog inativo por uns meses (férias do blog). Agora retomo o blog com postagem já em terras cariocas. Estou trabalhando na UFRJ, como professor do curso de terapia ocupacional.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Flavia Liberman
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Matéria da Folha de São Paulo
Desconhecida, terapia ocupacional cresce
PATRÍCIA GOMES
da Folha de S.Paulo
Adriana Zucker, 21, levou um ano para perceber que veterinária não era o que ela queria. Mudou de curso e de faculdade e, agora que concluiu o primeiro semestre, não tem mais dúvidas: vai aproveitar um mercado em expansão para se tornar uma terapeuta ocupacional.
A terapia ocupacional -ou t.o.- é um campo na área de saúde que cuida "do fazer das pessoas", segundo a professora Maria Auxiliadora Ferrari, coordenadora do curso do Centro Universitário São Camilo.
Ou seja, ajuda pacientes que, por algum motivo, não conseguem executar suas ações cotidianas a terem uma vida normal. Isso inclui desde funções mais simples, como torcer uma roupa, depois de uma tendinite, até outras mais complexas, como a recuperação de um dependente químico.
Unidades de saúde, consultórios particulares e consultoria a empresas são algumas das áreas em que esses profissionais podem trabalhar.
Apesar de ainda ser uma graduação desconhecida, a terapia ocupacional é regulamentada desde o fim dos anos 1960 e, principalmente da última década para cá, o campo de trabalho para os terapeutas vem se expandindo muito.
Segundo a professora Regina Rossetto, coordenadora de t.o. da Santa Casa e conselheira do Crefito 3 (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de SP), "está faltando gente" no mercado.
Com 25 anos de carreira, ela conta que nunca sofreu com a falta de emprego.
Segundo o Crefito 3, são 3.736 terapeutas ocupacionais habilitados no Estado de São Paulo. Desses, 1.046 estão na capital, onde o piso salarial, para uma jornada de 30 horas semanais, é de R$ 1.560.
Mesmo a maior popularização da profissão não impediu que Larissa Ferrari, 22, formanda em t.o. pelo Centro Universitário São Camilo, tivesse que explicar, muitas vezes nos últimos quatro anos, que ela não "ocupava o tempo das pessoas", mas trabalhava com promoção de saúde.
"Ninguém sabe o que é", diz Larissa, que também só ouviu falar na profissão quando um teste vocacional no ano do vestibular mostrou que ela deveria usar sua criatividade não no curso de artes cênicas, mas na terapia ocupacional.
Situação bastante familiar vive a vestibulanda Laís Magueta, 17, que, na dúvida entre enfermagem, psicologia e fisioterapia, escolheu prestar terapia ocupacional.
Numa sala de cursinho com cerca de 140 pessoas, ela é uma das poucas que vão prestar o curso e ainda não sabe ao certo o que esperar da graduação.
Das inúmeras vezes em que foi perguntada sobre o que fazia, Larissa teve trabalho para explicar que terapia ocupacional não é fisioterapia.
"Como os terapeutas ocupacionais também trabalham na área ortopédica, especialmente com a recuperação funcional dos membros superiores, muita gente confunde", afirma a terapeuta ocupacional Maria Auxiliadora Ferrari. O foco da fisioterapia, diz ela, "é o movimento", enquanto o da t.o. "é o indivíduo como um todo".
Apesar de ambas as áreas estarem reunidas em um mesmo conselho federal, o Coffito (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), uma não é ramificação da outra. "A t.o. é uma profissão com corpo científico e conhecimento próprio", diz a professora Regina Joaquim, coordenadora do curso da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). "Nos consideramos primos", diz a conselheira do Crefito 3.
Cursos
Assim como o mercado, a oferta de cursos também cresceu. Segundo dados do Inep (órgão de pesquisas do Ministério da Educação), havia, em 1999, 26 cursos presenciais de terapia ocupacional em todo o Brasil. Hoje, são cerca de 60.
O número de concluintes, ainda segundo o Inep, quase triplicou de 1999 para 2007: saltou de 381 para 1.062.
postado originalmente em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u591673.shtml
quinta-feira, 2 de julho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Mais de 500 brinquedos arrecadados
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Imagens do Inconsciente
terça-feira, 26 de maio de 2009
É brincando que se aprende... (texto de Rubem Alves)
No meu tempo parte da alegria de brincar estava na alegria de construir o brinquedo. Fiz caminhõezinhos, carros de rolemã, caleidoscópios, periscópios, aviões, canhões de bambu, corrupios, arcos e flechas, cataventos, instrumentos musicais, um telégrafo, telefones, um projetor de cinema com caixa de sapato e lente feita com lâmpada cheia d’água, pernas de pau, balanços, gangorras, matracas de caixas de fósforo, papagaios, artefatos detonadores de cabeças de pau de fósforo, estilingues. Professor bom não é aquele que dá uma aula perfeita, explicando a matéria. Professor bom é aquele que transforma a matéria em brinquedo e seduz o aluno a brincar. Depois de seduzido o aluno, não há quem o segure. Para saber mais sobre Rubem Alves clique aqui. |
segunda-feira, 25 de maio de 2009
A diversão de brincar e contar histórias em um hospital
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Brincadeiras Tradicionais e contemporâneas
O resgate do brincar passa necessariamente pela oportunidade de conhecer as brincadeiras tradicionais, das gerações anteriores à nossa – aquelas brincadeiras que aconteciam na rua, parques e praças, de forma espontânea, brincadeiras das diferentes regiões do país e de outras culturas.

Brincadeiras de Criança
Pieter Brueghel (1560)
Prova para as Células:
Fazer um vídeo de 1 a 2 minutos de duração com os temas falado abaixo.
Dicas para filmar, ficar com a câmera o mais parado possível observando a brincadeira da criança, ficar com a câmera na mesma altura que as crianças estão brincando.
Se não encontrar crianças que saibam fazer a brincadeira, ensine, experimente...
Sempre pedir autorização para os responsáveis pelas crianças para fazer a filmagem.
Leve de uma forma que vc possa mostrar no dia da gincana (vale celular, pen drive, cd, dvd). Poderá também ser publicado no youtube e ser enviado por e-mail (será publicado no blog).
Nayara – Bete – Cris: filmar uma criança ou mais jogando jogo das 5 marias (trinhola, jogo das pedrinhas).
Tati Negri – Fabi, Mirela – Camila R.: filmar crianças brincando de amarelinha.
Gisele – Melina – Willian – Ligia: filmar crianças brincando de corre cotia.
Marcela – Bruna – Aline – Débora: filmar crianças brincando de pula mula.
Marta – Neia – Sonia – Magna: filmar duas crianças jogando com o jogo da cama de gato
Agda, gislaine, Zélia, Jaqueline: filmar crianças jogando taco.
Lais, Rafaela, Jussara, Camila: Filmar crianças brincando de cabo de guerra.
Dayse, Priscila, Diana, Tathiana Salmaso: filmar crianças soltando pião
quinta-feira, 21 de maio de 2009
1ª Gincana de Terapia Ocupacional do Unianchieta
sábado, 16 de maio de 2009
Heliana Contadora de Histórias
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terça-feira, 12 de maio de 2009
Site com informações sobre esquizofrenia
Você pode fazer o download gratuito da série livros Conversando sobre a Esquizofrenia.
Pode encontrar relatos como o que trago abaixo:
Todo Problema Tem Sua Solução
W.B.S.
Antes dos meus 16 anos levava uma vida normal, de repente percebi algo estranho comigo, pois estava eu em um momento de tristeza profunda assistindo TV, quando tive a impressão da televisão estar conversando comigo e dizendo que eu estava sendo filmado.
No começo achava que eu estava ficando louco, pois como a TV podia conversar comigo. Depois disse aos meus pais o que estava acontecendo, eles como eu acharam estranho. Quando depois meus pais se informaram, e descobriram que eu estava com uma doença mental chamada de esquizofrenia.
Então depois ao saber o nome da minha doença que era esquizofrenia eu procurei me informar, sobre a doença. Pois procurando na Internet sobre a doença descobri que estava com delírios e alucinações.
Então minha mãe resolveu me levar ao psiquiatra, e descobri que eu podia parar de escutar vozes e parar com os demais surtos psicóticos com os remédios (antipsicóticos).
O pior para mim não foram as alucinações e nem os delírios e sim o estigma, pois os amigos me deixaram de lado assim me sentindo rejeitado comecei a me isolar, e toda as pessoas me chamando de louco.
Assim quando eu estava em surto fechei a matricula da faculdade que entrei, pois não tinha condições de continuar a faculdade. Eu estava apavorado e inseguro, pois achava que não tinha condições de trabalhar e pensava que ia virar mendigo.
Quando sem saber, o que tinha que fazer resolvi escrever um livro sobre a minha doença (a esquizofrenia), lá tentei contar todos os sintomas da doença, o nome do livro era “Reflexões de Giovani”. E na escrita do livro me ajudou a ver melhor o que acontecia comigo que estava em meu e inconsciente que coloquei em meu livro.
Mas também percebi que não estava sozinho pois, a minha mãe e meu pai estavam ao meu lado assim me levando no psiquiatra, pois não tinha condições de ir sozinho por causa do surto.
Eu também por causa da doença me sentia limitado. Quando passou no cinema o filme “UMA MENTE BRILHANTE”. Que mostrava um grande matemático esquizofrênico que recebeu o premio “NOBEL”. Depois de assistir este filme percebi que a doença não limitava a inteligência.
E cheguei a conclusão que não era louco era apenas os sintomas da doença. Lembro quando estava no corredor esperando meu psiquiatra me chamar, vi no mural um cartas anunciando sobre a palestra sobre esquizofrenia. Lá na palestra entendi melhor o que estava acontecendo comigo.
Mas mesmo assim eu enfrentava algumas dificuldades, minha mãe achou melhor me por em uma psicóloga. O nome dela era Silvana, ela a Silvana me fez ficar mais seguro, e me ajudou a resolver meus problemas.
Eu preocupado em me virar sozinho por causa da doença resolvi ir sozinho aos meus compromissos (psicóloga e ao psiquiatra). E então percebi que eu era capaz. Mas estava preocupado em arrumar trabalho por causa da doença e cheguei a conclusão que não podia trabalhar, pois estava em crise, assim como não consegui acabar a faculdade. Então resolvi ser escritor, pois ser escritor não precisava ter um horário fixo a cumprir no trabalho, era só ter no mínimo caderno e um lápis e assim inspirado escrever e escrever.
E depois fiquei sabendo de um grupo de apoio com a TO chamada Fernanda. Lá tinha pessoas como eu (portadores de esquizofrenia), neste grupo senti apoio de todos tanto da TO quanto dos portadores, pois estava interessado em resolver meus problemas.
Hoje depois de tanto trocar de remédio acabei me acertando com Leponex, levo uma vida normal ainda escuto algumas vozes mas diminuiu a intensidade, depois escrevendo livros percebi que toda a dificuldade tem sua solução,e que todas elas temos que superar por mais difícil que seja.
sábado, 9 de maio de 2009
O estágio de terapia ocupacional no CAPS-Várzea Paulista
Estamos há 2 meses e pouco com 6 estagiários de terapia ocupacional no CAPS Várzea Paulista.
Hoje vamos postar um vídeo da inauguração do nosso laboratório de atividades e terapia ocupacional que é realizado em parceria com a UNIANCHIETA, o CAPS Várzea e a secretária de cultura de Várzea paulista.
Nesta inaguração tivemos a presença do grande artista Eufra Modesto que cantou músicas de Gonzagão e Renato Teixeira e nos presenteou com um causo.






